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Onda infinita

Apresentação

Os discos lançados pela Dubas são objetos mágicos que revelam um olhar sobre a música brasileira

O catálogo da Dubas conta uma história da música brasileira. Uma história que, além de sons, se desenvolve em cores, formas e momentos mirabolantes. Tudo isso ficou guardado nos discos, mesmo aqueles que já não estão disponíveis nas lojas físicas e digitais mundo afora. Conduzidos por eles e suas pequenas fábulas, vamos desvendar com riqueza de detalhes o que faz da Dubas referência quando o assunto é música moderna de todos os tempos.

“Sons para ouvir e ver. Esse poderia ser o slogan para definir os discos lançados pela Dubas na última década e meia, numa estética que se impôs já em seus primeiros lances. Musicalmente, é um catálogo diversificado, com novos artistas ou clássicos, reedições de discos fundamentais, coletâneas temáticas, e que em seu passeio por diferentes gêneros propõe um recorte moderno e cosmopolita da música brasileira. (…) Esse núcleo criativo se expande numa rede que passa pelos compositores, intérpretes, produtores, técnicos e demais envolvidos na criação e edição da música e por artistas plásticos, fotógrafos e designers. (…) Discos que tocam antes de soar, de uma gravadora que tem estilo e cara. É o que “ouviveremos” nas páginas a seguir.”

Antonio Carlos Miguel (jornalista)

“Para Ronaldo Bastos, poeta das letras e imagens, estilo não é só forma mas também conteúdo. Basta olhar para sua atuação múltipla como compositor, produtor e desbravador de poéticas que atua como diretor de arte. (…) Se as capas dão identidade visual ao repertório, a qualidade da música dá unidade à multiplicidade de capas. A Dubas e a 6D formam juntas uma orquestra que toca jazz, fotografia, samba, cores, rock, tipografia, bossa nova, ilustrações e produz discos fantásticos, no vértice entre a tradição e o futuro.”

Rico Lins (artista plástico)

“Vemos cada disco como uma obra de arte, buscando envolver as pessoas com este objeto que contém música, poesia, história, informação, imagens, estilo e emoção.”

Ronaldo Bastos (compositor, produtor musical e fundador da Dubas)

“Fundado pelo letrista Ronaldo Bastos em 1993, o selo Dubas mantém desde então uma rara coerência artística, coerência que permite aquela experiência sinestésica primeiro a quem concebe suas capas e depois a quem ouve os CDs de seu catálogo. Se se espalhar os discos da Dubas sobre uma mesa de pingue-pongue, e se eles forem sendo agrupados por associações de imagens, não será surpresa se ao final se descobrir que também foram criadas associações de sons. Afinal, nada ali é casual. Ainda que fossem excluídos os títulos de uma coleção, o que seria um pecado em se tratando de uma Revisitados ou de uma Bossa Nova Lounge, as capas avulsas formariam frases coloridas e inteligíveis, aqui e ali pontuadas pelas capas escuras de um clássico como Travessia, de Milton Nascimento, ou do moderníssimo Liebe Paradiso, no qual o produtor Leonel Pereda – diretor artístico do selo – e o engenheiro de som Duda Mello recriaram Paradiso, de Ronaldo e Celso Fonseca.”

Arthur Dapieve (Jornalista)
Reedições

Reedições

Clássicos da Música Popular Brasileira alçados ao lugar de onde não deveriam ter saído: a eternidade

It Might As Well Be Spring
Elenco 1965 – Dubas, 2004
Em 2004, por ocasião do relançamento em CD de It might as well be spring, LP de Sylvia Telles produzido pela gravadora americana Kapp Records e pela Elenco em 1965, a dupla Dubas/6D teve a oportunidade de trabalhar com uma de suas grandes referências: Cesar G. Villela, mestre brasileiro da arte da capa de discos, reconhecido por seu trabalho na década de 60 para a gravadora Elenco, foi convidado para participar do projeto gráfico dessa reedição. Cesar, em função das “novas orientações estéticas” que fora obrigado a seguir na época, não ficara satisfeito com o resultado da capa de 1965. O procedimento utilizado no novo layout foi sui generis: pequenos recortes de papel que, combinados manualmente, ganharam vida a partir de uma foto inédita cedida por Cláudia Telles, filha da cantora. Assim, quase quatro décadas depois, o perfeccionista designer não só concordou com a mudança da capa, como participou da criação junto aos “6Ds” Beto Martins e Emílio Rangel. Eles utilizaram alguns dos elementos visuais do LP da Elenco misturando arte final da época – Villela fez tudo na mão, desenho, recorte, cola… – e computação gráfica.

Travessia
Ritmos/Codil, 1967 – Dubas, 2002
O encontro de Milton Nascimento com os arranjos de Luiz Eça faz de Travessia um álbum definitivo e eternamente moderno. Além dos comentários do próprio Milton e um prefácio escrito por Caetano Veloso, o relançamento em CD resgatou o depoimento de Edu Lobo presente no LP original: “E hoje Milton com seu disco pronto, com os arranjos de Luizinho Eça, tudo igualzinho ao seu sonho lá em Três Pontas. Hoje, Milton, dono de seu som, do seu violão, da sua voz, sem pressa de grandes sucessos, continua ouvindo e admirando Tom Jobim, João, Luizinho, Dori Caymmi e Marcos Valle e achando que o estudo é o seu único caminho, o caminho de sua música. Sua música bonita, séria, tranquila, como ele – a música de Milton Nascimento.”

Terra dos Pássaros
Toninho Horta e Ronaldo Bastos, 1979 – Dubas, 2008
Um dos maiores músicos do mundo, ídolo de uma legião de violonistas, guitarristas e compositores, o mineiro Toninho Horta estava, em 1976, gravando com Milton Nascimento em um estúdio em Los Angeles, quando Milton ofereceu o que havia sobrado de fitas e horas de estúdio para o amigo. Uma oportunidade única para dar início ao que viria a ser o seu primeiro trabalho solo. Oportunidade que Toninho não desperdiçou, logo convidando Ronaldo Bastos para ajudá-lo na produção. Nascia “Terra dos Pássaros”, assim batizado em homenagem de Toninho à sua guitarra Gibson modelo Birdland. Algumas seções de gravação foram realizadas ainda em Los Angeles e, ao longo dos anos seguintes, em diferentes estúdios entre São Paulo e Rio de Janeiro. O álbum apenas seria concluído em 1979. Terra dos Pássaros é referência para muitas gerações, reunindo clássicos do repertório do compositor e a participação de artistas como Airto Moreira, Raul de Souza, Wagner Tiso, Nivaldo Ornelas e de Milton Nascimento, entre outros.

Feito Para Ouvir
Phonogram/Philips, 1977 – Dubas, 2009
Gravado no Rio de Janeiro em 1977, “Feito Para Ouvir”, terceiro disco de carreira de Emílio Santiago é uma obra-prima da discografia da moderna música brasileira. Nele, o então jovem cantor confirmava seu talento e versatilidade, interpretando de forma sensível e natural um repertório primoroso. Canções consagradas nos clubes noturnos dos anos 50 e 60 e composições contemporâneas dos anos 70 brilham na voz de Emílio, com arranjos ao mesmo tempo modernos e intimistas, executados com maestria pelos músicos excepcionais que o acompanhavam na noite carioca. Um cantor chiquérrimo em início de carreira.

A Bossa Negra
Odeon, 1961 – Dubas, 2003
Em 1961, ser bossa nova era mole. Difícil, na vida e na música, era ter bossa e ser negra. Com ficha técnica completa, depoimentos e um texto do jornalista Paulo Roberto Pires, a versão em CD lançada em 2003 evidencia o rigor que sempre pautou as reedições da Dubas. A pedido da própria Elza Soares, uma nova capa foi produzida para esta edição.

A Bad Donato
Blue Thumb, 1970 – Dubas, 2004
Em 1970, João Donato, um dos maiores pianistas e compositores da Bossa Nova, gravou em Los Angeles um disco único em sua carreira, experimentando novas sonoridades numa fusão de música brasileira com jazz, funk, rock e música eletrônica. Donato contou com a participação de músicos excepcionais como Bud Shank, Ernie Watts, Bill Hood, Emil Richards, os brasileiros Dom Um Romão e Oscar Castro Neves e arranjos em parceria com Eumir Deodato. Em 2004, a Dubas lançou a primeira edição em CD de “A Bad Donato”, remasterizada e com depoimento exclusivo do artista.

O Som
1964 – Dubas, 2002
J.T. Meirelles despontou no mundo musical, em 1963, como criador dos geniais arranjos do disco de estreia de Jorge Ben, do qual foi igualmente bandleader, plantando uma das sementes do que viria a ser conhecido como samba-jazz. Ao longo dessa década, seu conjunto Meirelles e Os Copa 5 destacou-se no vibrante cenário do Beco das Garrafas, em Copacabana, e produziu pérolas ainda hoje cultuadas no mundo inteiro. “O Som”, de 1964, é o instante em que o samba-jazz diz ao que veio, apresentando seis composições gravadas de um só folego, em uma sessão calibrada com muita energia. Remasterizada a partir das fitas originais, a edição da Dubas em CD inclui, além dos textos do vinil, novos comentários do autor, fotos inéditas e faixas bônus. O mesmo vale para o “O Novo Som”, que, gravado originalmente em 1964, recria sambas e clássicos da bossa nova, transformando-se em standards instrumentais. A reedição traz o clássico “O Barquinho” como faixa-bônus.

Revisitados

Revisitados

Seleções feitas de belíssimos cacos de outros discos e gravações raras formam um mosaico que, sendo reverente às suas origens, tem beleza e vida própria.

Os volumes da coleção Revisitados percorrem períodos significativos na carreira de nomes fundamentais da música popular brasileira. Com ilustrações de Emílio Rangel (6D), o projeto gráfico reinterpreta, por meio de imagens icónicas, emblemas, cores e formas, o universo criativo de cada artista. As artes foram publicadas na seção 200 Best Illustrations, da revista Archive.

Gal Costa 1 e 2 – 2003
A mutante Gal Costa percorreu o repertório mais variado e significativo de seu tempo e, sendo ela mesma, se multiplicou, expandindo o sentido de cada canção até o limite, e o limite do seu canto, sendo muitas. O primeiro CD da série Revisitados se basea no período que vai de Domingo (1967) até Minha Voz (1982). O mesmo período inspira o segundo volume do título Gal Revisitada, no qual a evolução e a perfeita integração de suas influências, que vão de João Gilberto ao jazz americano, podem ser observadas e admiradas nesse disco, por todos os fãs e novos ouvintes da cantora.

Gilberto Gil – 2004
Múltiplo e coerente, abençoado pelos deuses da música e da poesia, Gilberto Gil, ao abraçar e reprocessar diversas tendências, enriquece o patrimônio da música brasileira e ao mesmo tempo desenha e reflete a cara de um Brasil em movimento.

Chico Buarque – 2004
Chico Buarque, sem filiação a grupos ou movimentos e na contramão dos modismos, é um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos. O elo essencial entre a tradição e a modernidade de nossa música popular.

Luiz Melodia – 2004
Forjada nas oficinas mais hábeis do samba, a música de Luiz Melodia se misturou a novas influências, se transformou e, sempre fiel ao samba, revelou um dos artistas mais originais na história da nossa música popular.

Elis Regina – 2005
Elis Regina é a cantora-síntese. Uma unanimidade e referência da arte de cantar em todo o mundo. É pura emoção a cada palavra e canta relaxadamente porque cantar é seu destino. Neste volume, uma amostra do suíngue irresistível de Elis, com gravações de sua fase Philips.

Maria Bethânia – 2005
Quando Maria Bethânia chegou ao Rio com as missões de substituir Nara Leão no espetáculo Opinião e de salvar o Carnaval, alguma coisa a mais aconteceu entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia… Bethânia veio da nobreza popular do Recôncavo, onde aprofundou sua ligação indissolúvel com a música de seu povo. E quando achamos que podemos prever o que ela fará, somos surpreendidos pela originalidade de sua arte. Bethânia sempre compreendeu o que canta, dispensando artifícios e adjetivos. Ao colar sua alma no sentido original da canção e revelar esta em estado puro, sua voz inunda nossas vidas com poesia e beleza.

Jorge Ben – 2006
Todo mundo entendeu quando aquele jovem alquimista da pele preta chegou com um samba esquema novo. E todos fomos atrás daquela música que não só era bossa nova, como trazia ingredientes que, misturados ao irresistível balanço do seu violão e ao lirismo singular de suas letras, tomaram conta das rádios, lojas de discos, casas e ruas de nossas vidas. O aparecimento de Jorge Ben foi a última unanimidade inteligente da música brasileira e, desde então, o Brasil ficou muito mais divertido.

Marrom – 2006
Alcione é luxo só. Com um timbre belíssimo e uma técnica impecável, sua voz morena e quente vem do coração e fala diretamente aos corações de milhões de brasileiros, para quem ela é a Marrom: a maior cantora do mundo cuja missão é interpretar as canções que melhor traduzem as alegrias e as tristezas de suas vidas. Essa menina

Bossa Nova Lounge

Bossa Nova Lounge

Let the music take you there

A música brasileira dos anos 60 andava meio esquecida em sua terra natal em 2001 quando o primeiro volume da série Bossa Nova Lounge surpreendeu o mercado fonográfico brasileiro. Bossa nova lounge / Look to the sky deu início aos trabalhos arqueológicos que permitiram desvelar, ao invés de antiguidades, a modernidade existente naquelas gravações. Era a música de um Brasil que apontava realmente para o futuro.

Em seis volumes, estão contidos todos os elementos que fazem da música brasileira referência de sofisticação no mundo inteiro. Fonogramas originais dos selos Forma, Elenco, Philips, Odeon, RGE, Equipe, Ritmos/Codil, A&M, CTI, Verve, Columbia, Audio Fidelity e Capitol, entre outros, harmoniosamente combinados compõem um panorama que contempla ao mesmo tempo grandes standards do gênero, raridades, os mais celebrados compositores, intérpretes, músicos, arranjadores e produtores. Bossa Nova Lounge conseguiu se fazer entender naturalmente e ser amado com entusiasmo por novas gerações de ouvintes.

Look to the Sky – Dubas, 2002
Desde os anos 90, o mundo vem redescobrindo a Bossa Nova, e a música brasileira se tornou a ideal identificação sonora de ambientes associados à sofisticação e à modernidade. A Dubas materializou este conceito com BOSSA NOVA LOUNGE. Ícones turísticos da cidade do Rio de Janeiro foram tratados graficamente na embalagem do disco e, sempre que possível, as fitas originais foram utilizadas no processo de masterização da coletânea.

Corcovado – Dubas, 2002
O segundo volume reuniu gravações dos anos 60, algumas aparecendo pela primeira vez em CD. O som, esteticamente contemporâneo, era embalado pelo moderno tratamento gráfico do CD. O encarte trazia a ficha técnica completa de cada gravação. Entre os músicos aparecem Sergio Mendes, Luís Carlos Vinhas, Rosinha de Valença, Paulo Moura, Edison Machado, Dom Um Romão e Milton Banana.

Dreamer – Dubas, 2002
Dezesseis gravações com o fino trato dos instrumentistas, cantores e arranjadores da moderna música brasileira. Gravações que em alguns casos aparecem pela primeira vez em CD, masterizadas com alta qualidade. O terceiro volume continuava a receita simples e sofisticada de Bossa Nova Lounge e apresentava também uma nova versão de Slow Motion Bossa Nova, parceria de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos. A seleção traz ainda Paul Desmond interpretando Milton, uma música de Johnny Alf com MarcosValle em seu primeiro disco, e outras sutilezas.

Ipanema – Dubas, 2003
Aqui a escolha do repertório priorizou gravações até então não acessíveis ao público brasileiro, algumas por ainda não terem sido lançadas no formato digital e outras por já existirem nesse formato apenas no mercado exterior. Na segunda fase da série, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói deu lugar ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro como inspiração para o encarte. O cenário ideal, na cidade ideal, para uma trilha moderna, elegante e de qualidade.

Gentle Rain – Dubas, 2004
Gentle Rain”, quinto disco da série, conservou as boas semelhanças que dão identidade às compilações da Dubas: o caráter informativo de um encarte com fichas técnicas completas, a qualidade de uma remasterização que aproveita da melhor forma possível os recursos digitais sem perder a riqueza dos detalhes das gravações analógicas, a beleza de um projeto gráfico à altura do material sonoro do CD. As pérolas da música brasileira moderna unidas aos cuidados de uma produção como esta aliam o prazer de ouvir ao prazer de conhecer.

Samba de verão – Dubas, 2005
A série se encerrou no ritmo da estação mais brasileira do ano. Versões raras e temas clássicos se uniam em mais uma seleção caprichada da Dubas. Nesse disco encontravam-se, pela primeira vez em CD, faixas de Roberto Menescal, Os Catedráticos, Márcia e Walter Wanderley. Entre as outras pérolas, destaque para a vibrante interpretação de Leny Andrade em Tema Feliz e para o suingue de Jorge Ben em Espero Por Você. Fechando o disco, o antológico

 

Colecionave

Colecionave

Outubro
A poesia de um dos maiores letristas brasileiros na voz de seus principais intérpretes. Fernando Brant tornou-se compositor por insistência do amigo Milton Nascimento, que praticamente o obrigou a escrever a letra de Travessia. Esta primeira e outras parcerias de Fernando com Milton estão reunidas na coleção “Outubro”, que inclui canções compostas com Lô Borges, Toninho Horta e Tavinho Moura. O encarte desta Colecionave runia fotografias e objetos dos arquivos de Fernando Brant, além das letras das músicas na forma em que foram originalmente escritas por este ex-jornalista que se tornou um dos fundadores do Clube da Esquina e que com suas palavras fez história na música brasileira.

Todo Dia é Dia D
A riqueza da obra de Torquato Neto está representada nesta coleção de canções com seus parceiros Gilberto Gil, Caetano Veloso, Edu Lobo, entre outros. Nascido em Teresina, Piauí, em 1944, o compositor e poeta Torquato Neto destacou-se como um dos expoentes do Tropicalismo. Atuou na vanguarda de vários campos artísticos, até sua morte precoce em 1972. A riqueza de sua obra está representada nesta coleção de canções com seus parceiros Gilberto Gil, Caetano Veloso, Edu Lobo, Carlos Pinto, Jards Macalé e Luiz Melodia.

Outras coleções

Outras coleções

Tropique Samba Lounge
João Donato é um dos mais queridos artistas brasileiros, muso da Dubas/6D e a inspiração da série Tropique Samba Lounge. “Donato Tropical” é inteiramente dedicado ao lado arranjador deste genial pianista, compositor e intérprete brasileiro, figura fundamental da bossa nova e referência unânime na música moderna do mundo. Uma seleção temperada pelo suingue sutil e envolvente de gravações originais, na maioria dos anos 70 e 80. Entre os ingredientes: o piano balançado de João Donato; as vozes de Gal, Elis, Emílio e Nana; os timbres da Banda Black Rio; as gravações de Ed Motta e Mart’nália mostrando o charme na música brasileira após o ano 2000.

Tropique Samba Lounge – Beleza Pura massageia ouvidos nativos e estrangeiros com o refinamento e a sensualidade da música brasileira.

O samba é a essência do Brasil. Na pulsação de Tropique Samba Lounge – Samba e Amor ritmos exóticos, doces melodias e cores vivas se combinam em harmonias sofisticadas para ouvir no calor dos trópicos. Uma seleção de obras-primas brasileiras remasterizadas a partir de suas fitas originais, algumas até então inéditas no formato digital. Música de qualidade para ouvir e relaxar.

Tropique Samba Lounge – Emoriô traz uma seleção de música brasileira com o suíngue dos anos 70 e 80 para ouvir e relaxar. A nova escalação mantém um agradável ambiente lounge sob o clima dos trópicos, para massagear os ouvidos de brasileiros e estrangeiros que amam a música que o Brasil faz para dançar mesmo que seja parado ao sol.

Ronaldo Bastos – Nuvem Cigana
Habilmente selecionadas e alinhavadas pelo produtor Leonel Pereda, as 14 faixas que compõem o disco conduzem o ouvinte através de sonoridades difíceis de classificar porque difíceis de conter, imprevisíveis como o vento. Entre sucessos e canções menos conhecidas, as palavras de Ronaldo Bastos voam nas melodias de Lô Borges, Milton Nascimento, Beto Guedes, Toninho Horta, Joyce, Danilo Caymmi, Tavinho Moura, Nelson Angelo e Edu Lobo. Quando não interpretadas pelos próprios autores, as músicas ganham fino trato nas vozes de grandes nomes da música brasileira como Nana Caymmi, Flavio Venturini, Alaíde Costa e Momo. Como não poderia deixar de ser, o disco evidencia o apuro com que Ronaldo Bastos encontra palavras para expressar os temas sugeridos nas melodias de seus parceiros. Para além de uma coletânea de canções, Nuvem Cigana tem o mágico poder de demonstrar que, bem preservadas em letra e música, certas sensações não morrem jamais.

Alta Costura
“O princípio do prazer é tão simples de entender”, canta Fafá de Belém em “Coração Aprendiz”, parceria de Ronaldo Bastos com Erich Bulling. Este poderia ser o fio condutor de Alta Costura: canções românticas e diretas, da época em que para muitos dos grandes artistas do Brasil a onda era tocar no rádio e nas novelas, e cair na boca do povo. Na década de 80 era comum as canções exibirem versos como “não resisto à paixão”, “só um pouquinho de mel pra adoçar”, “pode ir fundo, isso é que é viver” e soarem autênticas, emocionando de verdade público de todas as classes sociais e todos os cantos do Brasil. Alta Costura – o prêt-à-porter pop romântico de Ronaldo Bastos reúne hits e pérolas obscuras do compositor e seus parceiros, pinçados por Leonel Pereda. diretamente da década dos exageros deliciosos e das noites com sol.

Coleção
Cantor, compositor e instrumentista versátil, Cassiano incorporou o soul, o funk e a disco music aos ritmos brasileiros em três álbuns antológicos gravados nos anos 70. Em “Coleção”, Ed Motta, o mais importante discípulo de Cassiano, seleciona suas gravações favoritas entre as originais do mestre (inéditas em CD) e assina textos e comentários desta edição especial.

Zamba Ben
Marku Ribas é dessas raridades que o Brasil insiste em esconder a sete chaves. Muito além de um resgate de seu trabalho, a Dubas lança a coletânea Zamba Bem, em uma homenagem a esse grande artista. A seleção de repertório foi especialmente realizada por um grande amigo e admirador de Marku: Ed Motta. Nesta coleção de canções, em que o suingue é o fio condutor, podemos escutar samba-canção, bossa nova, sambafunk, música mineira e uma forte influência de ritmos afros. E no quesito originalidade, Marku dispensa elogios, sendo responsável por uma incessante busca de novas sonoridades, que incluem sons feitos com a boca, percussão corporal e a utilização de dialetos e sons onomatopaicos. É ouvir, curtir e dançar!